terça-feira, 8 de julho de 2008
Hablando
Uma empresa do México que dubla as produções da TV globo para o mercado latino penou com a tradução do seriado 'A Diarista'. Já era de se esperar que o vocabulário brasileiro fosse tão rico. Perceba como algumas das expressões da personagem Marinete (Cláudia Rodrigues) ficaram, digamos, fermentadas. ´Galinha que dorme no ponto vira empada´: gallina que se duerme, se vuelve empanada!; ´desplugada´: fuera de onda; ´abalou Bangu!´: partió plaza!; ´Miolo mole de passarinho´: cabeza de chorlito.
domingo, 15 de junho de 2008
Quando o Analfabetismo Triunfa
As pesquisas que têm chocado o Brasil lembram que o lado exuberante do país pode até maquiar os problemas de educação, mas jamais apagá-los.
A beleza das grandes metrópoles brasileiras em suas modernas e ousadas construções pode esconder uma realidade escura e comovente. É quase impossível pensar que apenas 25 % dos brasileiros acima dos 15 anos possui a habilidade de leitura e escrita, segundo uma pesquisa divulgada pelo Ibope. O percentual é lamentável, mesmo o Brasil sendo comparado com países da América latina, os índices ainda são alarmantes, comprova a pesquisa da Unesco. O teste era simples. Feito através de eliminação prévia contendo 7 questões que avaliavam quem estava apto para responder o questionário principal. Prosseguiam os indivíduos que respondessem corretamente a pelo menos 5 do total de questões. Da população que obteve êxito acertando 5 ou mais itens do teste preliminar destacam-se a o Chile com 77%, a Argentina com 72,3 % e o Brasil com 62 % dos acertos, seguido da Colômbia com 49,6 %, México e Venezuela com 42,7 e 44,6% respectivamente.
De acordo com a ultima pesquisa, 38 % dos brasileiros enquadram-se no quadro dos analfabetos funcionais, não conseguindo utilizar a leitura e a escrita na vida cotidiana. Desses brasileiros, 8% são completamente analfabetos e 30% tem baixas habilidades. Para o Cientista Social Yuri Maia, o levantamento mostra uma tendência de queda no hábito de leitura entre 2001 e 2003. "A nossa população por uma série de fatores de ordem política, cultural e social não pratica o hábito da leitura, o que acaba contribuindo decisivamente para esse quadro", Explicou Maia.
Vale destacar, ainda, que muitas pessoas escondem a dificuldade de compreensão, segundo a Pedagoga e autora de várias pesquisas sobre o tema pela UEPA, Carmem Lúcia, algumas dessas pessoas no trabalho por exemplo,perguntam aos colegas o que devem fazer, pois as explicações nos manuais de orientação não são suficientes. "Tive alunos que estagiaram em escolas de educação para jovens e adultos, e eles reclamam que é muito difícil. Em uma prova por exemplo, faz-se necessário muita orientação, mesmo tudo estando no comando da mesma", Disse.
Maria do Socorro, que é também pedagoga, estudou o tema em sua tese de conclusão de curso em 2003 pela Uva - Universidade do Vale do Acarau. Ela sustenta, essencialmente, que o analfabetismo funcional é um dos problemas mais sérios do país. Em sua pesquisa, procurou apontar hipóteses para o problema, "os educadores são conduzidos a pensar a educação como um processo descontinuado, quando na verdade, faz parte de um todo. Isso aliado a baixa qualidade de ensino, muitas vezes causado pela baixa valorização do profissional da educação", explica.
No bairro da Guanabara, Ananindeua/PA um casal argumenta que nunca teve oportunidade de permanecer na escola, "sempre que meu marido conseguia trabalho tinha que sair da escola, e eu como trabalho de doméstica, não tinha como estudar a noite, porque minha patroa mora muito longe", Diz Conceição. "Não tive como aceitar que minha esposa continuasse na escola, além dela trabalhar temos um filho para cuidar, ele ja fica com o visinho o dia todo, precisa dela" Questiona o pai de Pedrinho, 5 anos, que Não quis ser identificado.
Edivânia Ferreira, 34 anos, conta que sabe assinar seu nome. Freqüentou a escola até a segunda séria do 1º grau. "Mas eu sou insegura para trabalhar, já pedi demissão duas vezes por não saber ler direito e escrever, é muito difícil conseguir trabalho, e me acho velha para estudar de novo" Relata. Pessoas como dona Edivânia sentem-se excluídas da sociedade até por não conseguirem ler a legenda do filme que assistem. Analfabetismo funcional é o termo mais correto para tratar do problema das pessoas que conseguem distinguir os códigos lingüísticos, mas não possuem capacidade cognitiva para a leitura, escrita e interpretação dos mesmos.
A beleza das grandes metrópoles brasileiras em suas modernas e ousadas construções pode esconder uma realidade escura e comovente. É quase impossível pensar que apenas 25 % dos brasileiros acima dos 15 anos possui a habilidade de leitura e escrita, segundo uma pesquisa divulgada pelo Ibope. O percentual é lamentável, mesmo o Brasil sendo comparado com países da América latina, os índices ainda são alarmantes, comprova a pesquisa da Unesco. O teste era simples. Feito através de eliminação prévia contendo 7 questões que avaliavam quem estava apto para responder o questionário principal. Prosseguiam os indivíduos que respondessem corretamente a pelo menos 5 do total de questões. Da população que obteve êxito acertando 5 ou mais itens do teste preliminar destacam-se a o Chile com 77%, a Argentina com 72,3 % e o Brasil com 62 % dos acertos, seguido da Colômbia com 49,6 %, México e Venezuela com 42,7 e 44,6% respectivamente.
De acordo com a ultima pesquisa, 38 % dos brasileiros enquadram-se no quadro dos analfabetos funcionais, não conseguindo utilizar a leitura e a escrita na vida cotidiana. Desses brasileiros, 8% são completamente analfabetos e 30% tem baixas habilidades. Para o Cientista Social Yuri Maia, o levantamento mostra uma tendência de queda no hábito de leitura entre 2001 e 2003. "A nossa população por uma série de fatores de ordem política, cultural e social não pratica o hábito da leitura, o que acaba contribuindo decisivamente para esse quadro", Explicou Maia.
Vale destacar, ainda, que muitas pessoas escondem a dificuldade de compreensão, segundo a Pedagoga e autora de várias pesquisas sobre o tema pela UEPA, Carmem Lúcia, algumas dessas pessoas no trabalho por exemplo,perguntam aos colegas o que devem fazer, pois as explicações nos manuais de orientação não são suficientes. "Tive alunos que estagiaram em escolas de educação para jovens e adultos, e eles reclamam que é muito difícil. Em uma prova por exemplo, faz-se necessário muita orientação, mesmo tudo estando no comando da mesma", Disse.
Maria do Socorro, que é também pedagoga, estudou o tema em sua tese de conclusão de curso em 2003 pela Uva - Universidade do Vale do Acarau. Ela sustenta, essencialmente, que o analfabetismo funcional é um dos problemas mais sérios do país. Em sua pesquisa, procurou apontar hipóteses para o problema, "os educadores são conduzidos a pensar a educação como um processo descontinuado, quando na verdade, faz parte de um todo. Isso aliado a baixa qualidade de ensino, muitas vezes causado pela baixa valorização do profissional da educação", explica.
No bairro da Guanabara, Ananindeua/PA um casal argumenta que nunca teve oportunidade de permanecer na escola, "sempre que meu marido conseguia trabalho tinha que sair da escola, e eu como trabalho de doméstica, não tinha como estudar a noite, porque minha patroa mora muito longe", Diz Conceição. "Não tive como aceitar que minha esposa continuasse na escola, além dela trabalhar temos um filho para cuidar, ele ja fica com o visinho o dia todo, precisa dela" Questiona o pai de Pedrinho, 5 anos, que Não quis ser identificado.
Edivânia Ferreira, 34 anos, conta que sabe assinar seu nome. Freqüentou a escola até a segunda séria do 1º grau. "Mas eu sou insegura para trabalhar, já pedi demissão duas vezes por não saber ler direito e escrever, é muito difícil conseguir trabalho, e me acho velha para estudar de novo" Relata. Pessoas como dona Edivânia sentem-se excluídas da sociedade até por não conseguirem ler a legenda do filme que assistem. Analfabetismo funcional é o termo mais correto para tratar do problema das pessoas que conseguem distinguir os códigos lingüísticos, mas não possuem capacidade cognitiva para a leitura, escrita e interpretação dos mesmos.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Uma Rua diferente
O tranqüilo quarteirão da Rua do Fio e Passagem Simões acorda às sete horas da manhã, quando aquela porta barulhenta da frutaria número 324 é erguida pelo comerciante Davi. Enquanto ele descarrega os pesados caixotes de frutas, verduras e legumes que abastecem boa parte do bairro da Guanabara, Davi improvisa os trechos já não lembrados da música “Fio de cabelo”, sucesso de Chitãozinho e Xororó, dupla sertaneja que bem marcou os fins de tarde de sua juventude. Ainda que a cantoria não seja das melhores, Davi contagia seus fregueses com a simpatia.A partir desse instante, o movimento na rua não pára mais. Os vizinhos se reúnem para contar seus sonhos e fazer aquela fezinha no “jogo do bicho” e claro, muitos deles, para perguntar o palpite de Davi. Porque não?
Na madrugada do dia 4 de maio de 1994, Davi reunia a esposa e suas duas filhas, cada uma segurando uma boneca e fotos envelhecidas, da sofrida história da família no sítio “Fé em Deus”. A pacata zona rural do município de Almeirim, no estado do Maranhão, ficava para trás à medida em que o vento soprava mais forte na carroceria do caminhão que conduzia a família de Davi “rumo a civilização”, como explica o comerciante.
O sorriso que não se desfaz e a simplicidade com que atende a clientela, são as características mais marcantes do vendedor. A audição, levemente roubada pelo avanço da idade, faz com que seu Davi, muitas das vezes traga “carvão”, em vez de “sabão”. Os fregueses levam na brincadeira e sugerem quase que em uma só voz: “Era Sabãoooo seu Davi”.
Quem passa pela rua, muitas das vezes, toma um susto com gritos como: “Seu Davi, tem sabão em pó?”. A resposta vem quase que instantaneamente. “Tem não, mas tem pão”. Bom humor, nunca falta mesmo ao comerciante, ainda que o Payssandu, time do seu coração, não esteja em seus melhores momentos no campeonato paraense.
O rádio de pilha, sempre ligado na emissora de ondas médias mais antiga do estado, disfarça os momentos de menos movimento no comércio. È quando ele divide a atenção entre as reportagens policiais radiofônicas e sua Bíblia Sagrada, livro que não sai de cima balcão.
O inicio da tarde, faz com que aumente a sensação de insegurança. Logo, o empreendedor se refugia atendendo os clientes ali mesmo, pelas grades. As compras são espremidas de uma extremidade a outra da das ferragens que protegem o ponto comercial.
A motivação que sobra em Davi, é a mesma que falta em muitos trabalhadores que, assim como ele, levam uma jornada de trabalho longa e cansativa, de domingo à domingo.
No final do dia, os mesmos passos que o trouxeram conduzem-no para o segundo andar, onde construiu uma casa. Do sobrado, ele se despede de seus fregueses e amigos, sempre ouvindo a mesma frase, “ Cadê o teu papão Davi?”.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
A arte da escolha

Estava falando com um amigo sobre como me sinto mal quando, estou diante de uma situação que me exige tomar decisões. Decisões geram mudança, e esta nem sempre é compreendida pelos que estão ao nosso redor.
Se você já colocou alguma coisa “em ordem” na sua casa, um móvel que você mudou de lugar, por exemplo, deve ter chegado à conclusão de que toda mudança gera uma surpresa. Olhares desconfiados, questionamentos, indagações é o que não falta. Elogios de um lado, críticas destrutivas de outro, e no meio desse emaranhado de situações você pára e pensa: Por que não consigo agradar a todos? A resposta é muito simples. Calma! Você deve estar pensando: Gosto é igual.... Cada um tem o seu. Mas não é bem assim. É que cada pessoa cria determinados “filtros” que mediam o seu olhar e o objeto que está sendo analisado, esses filtros são o resultado de uma existência, dos valores adquiridos, da leitura de mundo que temos. Cada um tem um modo de observar o universo e as situações bem à sua maneira, não se trata de egoísmo, afinal, a pessoa está condicionada à “observar a lua com a luneta que dispõe”.
Enfrentar todos esses olhares quando decidimos mudar não é tarefa das mais simples. Exige esforço de nossa parte, é preciso desprender-se do mundo, e deixar prevalecer o que C. S. Pierce chama de primeiridade – a nossa consciência imediata desprovida de juízo-Muito confuso? Em uma linguagem bem cotidiana, apertar o botão do “foda-se” e ponto.
Na mesma conversa, cheguei à conclusão de que estamos no mundo vivendo mais para os outros do que para nós mesmo, até aí tudo bem. Desliguei o MSN e fui dormir, continuei pensando comigo, e como diria o gordo chato da Tv “agora mais do que nunca” está na hora de mudar. Eu quero acabar logo com isso, com o medo de tomar decisões, das opiniões! Dançar numa festa como se as pessoas não estivessem vendo, e espero que nunca vejam mesmo... Apresentar um trabalho da faculdade bem como fiz hoje, como se não tivesse ninguém na sala.
Cantar a música direitinho, principalmente se estiver em outro idioma para soltar um “IARNUOU IAR NISTILVE” mesmo sem ter que tomar um “mézinho”.
Pra fim de conversa, tudo será diferente, e por vários motivos. Ainda dar tempo de dizer que Esse ano vai ser especial, ou melhor, eu vou fazer desse ano um ano especial.
Se você já colocou alguma coisa “em ordem” na sua casa, um móvel que você mudou de lugar, por exemplo, deve ter chegado à conclusão de que toda mudança gera uma surpresa. Olhares desconfiados, questionamentos, indagações é o que não falta. Elogios de um lado, críticas destrutivas de outro, e no meio desse emaranhado de situações você pára e pensa: Por que não consigo agradar a todos? A resposta é muito simples. Calma! Você deve estar pensando: Gosto é igual.... Cada um tem o seu. Mas não é bem assim. É que cada pessoa cria determinados “filtros” que mediam o seu olhar e o objeto que está sendo analisado, esses filtros são o resultado de uma existência, dos valores adquiridos, da leitura de mundo que temos. Cada um tem um modo de observar o universo e as situações bem à sua maneira, não se trata de egoísmo, afinal, a pessoa está condicionada à “observar a lua com a luneta que dispõe”.
Enfrentar todos esses olhares quando decidimos mudar não é tarefa das mais simples. Exige esforço de nossa parte, é preciso desprender-se do mundo, e deixar prevalecer o que C. S. Pierce chama de primeiridade – a nossa consciência imediata desprovida de juízo-Muito confuso? Em uma linguagem bem cotidiana, apertar o botão do “foda-se” e ponto.
Na mesma conversa, cheguei à conclusão de que estamos no mundo vivendo mais para os outros do que para nós mesmo, até aí tudo bem. Desliguei o MSN e fui dormir, continuei pensando comigo, e como diria o gordo chato da Tv “agora mais do que nunca” está na hora de mudar. Eu quero acabar logo com isso, com o medo de tomar decisões, das opiniões! Dançar numa festa como se as pessoas não estivessem vendo, e espero que nunca vejam mesmo... Apresentar um trabalho da faculdade bem como fiz hoje, como se não tivesse ninguém na sala.
Cantar a música direitinho, principalmente se estiver em outro idioma para soltar um “IARNUOU IAR NISTILVE” mesmo sem ter que tomar um “mézinho”.
Pra fim de conversa, tudo será diferente, e por vários motivos. Ainda dar tempo de dizer que Esse ano vai ser especial, ou melhor, eu vou fazer desse ano um ano especial.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Anormal para os outros? Cotidiano para mim...

É engraçado como às vezes precisamos observar com outros olhos, às situações que nos aparecem todos os dias, mas que nunca paramos para refletir. Estava com minha auto-estima lá em baixo, bem como diria uma turca de uma novela aí. Minha auto-estima literalmente estava “na chon”. Os amigos que tenho praticamente se resumem aos da faculdade, e como estou de férias e não fosse o bastante, ainda moro sozinho. Aí resolvi mudar de vida, e mudar para mim é radicalizar. Mas dessa vez, comecei simplesmente mudando alguns hábitos, como o de dormir tarde e a falta de exercícios. Isso mesmo. Resolvi voltar à academia. Mas, como há muito eu não “malhava”, acabei saindo de lá mais inseguro do que entrei. Mas tudo bem, sem problemas. Confesso que gosto de enfrentar situações que me deixam desconfortável. Não sei por que, mas no final das contas, isso faz com que eu me sinta mais forte. Só que quando comecei a praticar os primeiros exercícios, percebi que realmente eles nos fazem muita falta. Ah! Eu não vou contar com quantos Kg comecei, ora essa! Mais foi tão pouco que chegava a ser constrangedor, e mesmo assim ainda acabei todo dolorido, “muscularmente” falando! Voltei para casa, e olhar-me no espelho fez com que eu relembrasse de quando estava saindo da adolescência. Eu já ouvi alguns absurdos como “você é baixo, seu pai não te deu hormônio? E de outra feita, um “pirralho” me perguntou “por você anda com uma perna mais curta que a outra”. As respostas? Ah... Nem preciso dizer! É fogo. Eu sentia um misto de raiva e ódio, mas atualmente, não é do meu feitio dar importância demais ao que não tem importância. Fosse naquela época, eu nunca mais pisava lá. Hoje fiquei descansando porque choveu, mas amanhã estarei lá firme e fuerte.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Lula proíbe ministro da Fazenda de reduzir superávit

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou bem claro, antes de viajar para a Venezuela, na ultima quinta-feira, uma ordem expressa ao ministro Guido Mantega (Fazenda): a meta de superávit fiscal do governo --3,8% do PIB anualmente-- é "intocável", segundo o presidente.
O ministério da Fazenda, segundo o jornal Folha de São Paulo, tinha, até então, a medida como uma das providências que planejava para incluir no rol de medidas que terão de ser adotadas para amenizar a perda da arrecadação de R$ 40 bilhões da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Segundo o blog do Josias, quem está por trás da decisão do presidente é o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP).
Será anunciado na próxima semana, o pacote de medidas para compensar a perda da arrecadação da CPMF --que deveria contribuir com cerca de R$ 40 bilhões em 2008 para as receitas da União.
O ministério da Fazenda, segundo o jornal Folha de São Paulo, tinha, até então, a medida como uma das providências que planejava para incluir no rol de medidas que terão de ser adotadas para amenizar a perda da arrecadação de R$ 40 bilhões da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Segundo o blog do Josias, quem está por trás da decisão do presidente é o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP).
Será anunciado na próxima semana, o pacote de medidas para compensar a perda da arrecadação da CPMF --que deveria contribuir com cerca de R$ 40 bilhões em 2008 para as receitas da União.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
O Fim da CPMF
Foi rejeitada em primeiro turno pelo senado a aprovação da PEC, (Proposta de Emenda à Constituição), que tinha como objetivo prorrogar a CPMF até 2011. A votação desta madrugada, (13), foi encerrada com 45 votos a favor e 34 contra. Eram necessários pelos menos 49 votos favoráveis dos 79 senadores.
Nos bastidores, o governo tentava reverter votos a seu favor para a aprovação da proposta, que o mesmo achava de extrema importância para o equilíbrio das contas públicas.Os senadores votaram da seguinte forma.
DEM
Adelmir Santana (DEM-DF) - NÃO
Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) - NÃO
Demóstenes Torres (DEM-GO) - NÃO
Efraim Morais (DEM-PB) - NÃO
Eliseu Resende (DEM-MG) - NÃO
Heráclito Fortes (DEM-PI) - NÃO
Jayme Campos (DEM-MT) - NÃO
Jonas Pinheiro (DEM- MT) - NÃO
José Agripino (DEM-RN) - NÃO
Kátia Abreu (DEM- TO) - NÃO
Marco Maciel (DEM-PE) - NÃO
Maria do Carmo Alves (DEM-SE) - NÃO
Raimundo Colombo (DEM-SC) - NÃO
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - NÃO
PC do B
Inácio Arruda (PC do B-CE) - SIM
PDT
Cristovam Buarque (PDT-DF) - SIM
Jefferson Peres (PDT-AM) - SIM
João Durval (PDT-BA) - SIM
Osmar Dias (PDT-PR) - SIM
Patrícia Saboya (PDT-CE) - SIM
PMDB
Almeida Lima (PMDB-SE) - SIM
Edison Lobão (PMDB-MA) - SIM
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) - como presidente do Senado, não votou;
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) - NÃO
Gerson Camata (PMDB-ES) - SIM
Gilvam Borges (PMDB-AP) - SIM
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) - NÃO
José Maranhão (PMDB-PB) - SIM
José Sarney (PMDB-AP) - SIM
Leomar Quintanilha (PMDB-TO) - SIM
Mão Santa (PMDB-PI) - NÃO
Neuto De Conto (PMDB-SC) - SIM
Paulo Duque (PMDB-RJ) - SIM
Pedro Simon (PMDB-RS) - SIM
Romero Jucá (PMDB-RR) - SIM
Renan Calheiros (PMDB-AL) - SIM
Roseana Sarney (PMDB-MA) - SIM
Valdir Raupp (PMDB-RO) - SIM
Valter Pereira (PMDB-MS) - SIM
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG) - SIM
PP
Francisco Dornelles (PP-RJ) - SIM
PR
César Borges (PR-BA) - NÃO
Expedito Júnior (PR-RO) - NÃO
João Ribeiro (PR-TO) - SIM
Magno Malta (PR-ES) - SIM
PRB
Euclydes Mello (PRB-AL) - SIM
Marcelo Crivella (PRB-RJ) - SIM
PSB
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) - SIM
Renato Casagrande (PSB-ES) - SIM
PSDB
Alvaro Dias (PSDB-PR) - NÃO
Arthur Virgílio (PSDB-AM) - NÃO
Cícero Lucena (PSDB-PB) - NÃO
Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - NÃO
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - NÃO
João Tenório (PSDB-AL) - NÃO
Lúcia Vânia (PSDB-GO) - NÃO
Marconi Perillo (PSDB-GO) - NÃO
Mário Couto (PSDB-PA) - NÃO
Marisa Serrano (PSDB-MS) - NÃO
Papaléo Paes (PSDB-AP) - NÃO
Sérgio Guerra (PSDB-PE) - NÃO
Tasso Jereissati (PSDB-CE) - NÃO
PSOL
José Nery (PSOL-PA) - NÃO
PT
Aloizio Mercadante (PT-SP) - SIM
Augusto Botelho (PT-RR) - SIM
Delcídio Amaral (PT-MS) - SIM
Eduardo Suplicy (PT-SP) - SIM
Fátima Cleide (PT-RO) - SIM
Flávio Arns (PT-PR) - SIM
Ideli Salvatti (PT-SC) - SIM
João Pedro (PT-AM) - SIM
Paulo Paim (PT-RS) - SIM
Serys Slhessarenko (PT-MT) - SIM
Sibá Machado (PT-AC) - SIM
Tião Viana (PT-AC) - SIM
PTB
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) - SIM
Gim Argello (PTB-DF) - SIM
João Vicente Claudino (PTB-PI) - SIM
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) - não estava presente à sessão;
Romeu Tuma (PTB-SP) - NÃO
Sérgio Zambiasi (PTB-RS) - SIM
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu que a sessão fosse interrompida, quando já se passava das 0 h desta quinta. Ele foi criticado por Virgilio, e em seguida houve um debate sobre a interrupção, que acabou não dando certo.
Nos bastidores, o governo tentava reverter votos a seu favor para a aprovação da proposta, que o mesmo achava de extrema importância para o equilíbrio das contas públicas.Os senadores votaram da seguinte forma.
DEM
Adelmir Santana (DEM-DF) - NÃO
Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) - NÃO
Demóstenes Torres (DEM-GO) - NÃO
Efraim Morais (DEM-PB) - NÃO
Eliseu Resende (DEM-MG) - NÃO
Heráclito Fortes (DEM-PI) - NÃO
Jayme Campos (DEM-MT) - NÃO
Jonas Pinheiro (DEM- MT) - NÃO
José Agripino (DEM-RN) - NÃO
Kátia Abreu (DEM- TO) - NÃO
Marco Maciel (DEM-PE) - NÃO
Maria do Carmo Alves (DEM-SE) - NÃO
Raimundo Colombo (DEM-SC) - NÃO
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - NÃO
PC do B
Inácio Arruda (PC do B-CE) - SIM
PDT
Cristovam Buarque (PDT-DF) - SIM
Jefferson Peres (PDT-AM) - SIM
João Durval (PDT-BA) - SIM
Osmar Dias (PDT-PR) - SIM
Patrícia Saboya (PDT-CE) - SIM
PMDB
Almeida Lima (PMDB-SE) - SIM
Edison Lobão (PMDB-MA) - SIM
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) - como presidente do Senado, não votou;
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) - NÃO
Gerson Camata (PMDB-ES) - SIM
Gilvam Borges (PMDB-AP) - SIM
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) - NÃO
José Maranhão (PMDB-PB) - SIM
José Sarney (PMDB-AP) - SIM
Leomar Quintanilha (PMDB-TO) - SIM
Mão Santa (PMDB-PI) - NÃO
Neuto De Conto (PMDB-SC) - SIM
Paulo Duque (PMDB-RJ) - SIM
Pedro Simon (PMDB-RS) - SIM
Romero Jucá (PMDB-RR) - SIM
Renan Calheiros (PMDB-AL) - SIM
Roseana Sarney (PMDB-MA) - SIM
Valdir Raupp (PMDB-RO) - SIM
Valter Pereira (PMDB-MS) - SIM
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG) - SIM
PP
Francisco Dornelles (PP-RJ) - SIM
PR
César Borges (PR-BA) - NÃO
Expedito Júnior (PR-RO) - NÃO
João Ribeiro (PR-TO) - SIM
Magno Malta (PR-ES) - SIM
PRB
Euclydes Mello (PRB-AL) - SIM
Marcelo Crivella (PRB-RJ) - SIM
PSB
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) - SIM
Renato Casagrande (PSB-ES) - SIM
PSDB
Alvaro Dias (PSDB-PR) - NÃO
Arthur Virgílio (PSDB-AM) - NÃO
Cícero Lucena (PSDB-PB) - NÃO
Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - NÃO
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - NÃO
João Tenório (PSDB-AL) - NÃO
Lúcia Vânia (PSDB-GO) - NÃO
Marconi Perillo (PSDB-GO) - NÃO
Mário Couto (PSDB-PA) - NÃO
Marisa Serrano (PSDB-MS) - NÃO
Papaléo Paes (PSDB-AP) - NÃO
Sérgio Guerra (PSDB-PE) - NÃO
Tasso Jereissati (PSDB-CE) - NÃO
PSOL
José Nery (PSOL-PA) - NÃO
PT
Aloizio Mercadante (PT-SP) - SIM
Augusto Botelho (PT-RR) - SIM
Delcídio Amaral (PT-MS) - SIM
Eduardo Suplicy (PT-SP) - SIM
Fátima Cleide (PT-RO) - SIM
Flávio Arns (PT-PR) - SIM
Ideli Salvatti (PT-SC) - SIM
João Pedro (PT-AM) - SIM
Paulo Paim (PT-RS) - SIM
Serys Slhessarenko (PT-MT) - SIM
Sibá Machado (PT-AC) - SIM
Tião Viana (PT-AC) - SIM
PTB
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) - SIM
Gim Argello (PTB-DF) - SIM
João Vicente Claudino (PTB-PI) - SIM
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) - não estava presente à sessão;
Romeu Tuma (PTB-SP) - NÃO
Sérgio Zambiasi (PTB-RS) - SIM
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu que a sessão fosse interrompida, quando já se passava das 0 h desta quinta. Ele foi criticado por Virgilio, e em seguida houve um debate sobre a interrupção, que acabou não dando certo.
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