sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Lula proíbe ministro da Fazenda de reduzir superávit


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou bem claro, antes de viajar para a Venezuela, na ultima quinta-feira, uma ordem expressa ao ministro Guido Mantega (Fazenda): a meta de superávit fiscal do governo --3,8% do PIB anualmente-- é "intocável", segundo o presidente.
O ministério da Fazenda, segundo o jornal Folha de São Paulo, tinha, até então, a medida como uma das providências que planejava para incluir no rol de medidas que terão de ser adotadas para amenizar a perda da arrecadação de R$ 40 bilhões da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Segundo o blog do Josias, quem está por trás da decisão do presidente é o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP).
Será anunciado na próxima semana, o pacote de medidas para compensar a perda da arrecadação da CPMF --que deveria contribuir com cerca de R$ 40 bilhões em 2008 para as receitas da União.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O Fim da CPMF

Foi rejeitada em primeiro turno pelo senado a aprovação da PEC, (Proposta de Emenda à Constituição), que tinha como objetivo prorrogar a CPMF até 2011. A votação desta madrugada, (13), foi encerrada com 45 votos a favor e 34 contra. Eram necessários pelos menos 49 votos favoráveis dos 79 senadores.
Nos bastidores, o governo tentava reverter votos a seu favor para a aprovação da proposta, que o mesmo achava de extrema importância para o equilíbrio das contas públicas.Os senadores votaram da seguinte forma.

DEM

Adelmir Santana (DEM-DF) - NÃO

Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) - NÃO

Demóstenes Torres (DEM-GO) - NÃO

Efraim Morais (DEM-PB) - NÃO

Eliseu Resende (DEM-MG) - NÃO

Heráclito Fortes (DEM-PI) - NÃO

Jayme Campos (DEM-MT) - NÃO

Jonas Pinheiro (DEM- MT) - NÃO

José Agripino (DEM-RN) - NÃO

Kátia Abreu (DEM- TO) - NÃO

Marco Maciel (DEM-PE) - NÃO

Maria do Carmo Alves (DEM-SE) - NÃO

Raimundo Colombo (DEM-SC) - NÃO

Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - NÃO

PC do B

Inácio Arruda (PC do B-CE) - SIM

PDT

Cristovam Buarque (PDT-DF) - SIM

Jefferson Peres (PDT-AM) - SIM

João Durval (PDT-BA) - SIM

Osmar Dias (PDT-PR) - SIM

Patrícia Saboya (PDT-CE) - SIM

PMDB

Almeida Lima (PMDB-SE) - SIM

Edison Lobão (PMDB-MA) - SIM

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) - como presidente do Senado, não votou;

Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) - NÃO

Gerson Camata (PMDB-ES) - SIM

Gilvam Borges (PMDB-AP) - SIM

Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) - NÃO

José Maranhão (PMDB-PB) - SIM

José Sarney (PMDB-AP) - SIM

Leomar Quintanilha (PMDB-TO) - SIM

Mão Santa (PMDB-PI) - NÃO

Neuto De Conto (PMDB-SC) - SIM

Paulo Duque (PMDB-RJ) - SIM

Pedro Simon (PMDB-RS) - SIM

Romero Jucá (PMDB-RR) - SIM

Renan Calheiros (PMDB-AL) - SIM

Roseana Sarney (PMDB-MA) - SIM

Valdir Raupp (PMDB-RO) - SIM

Valter Pereira (PMDB-MS) - SIM

Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG) - SIM

PP

Francisco Dornelles (PP-RJ) - SIM

PR

César Borges (PR-BA) - NÃO

Expedito Júnior (PR-RO) - NÃO

João Ribeiro (PR-TO) - SIM

Magno Malta (PR-ES) - SIM

PRB

Euclydes Mello (PRB-AL) - SIM

Marcelo Crivella (PRB-RJ) - SIM

PSB

Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) - SIM

Renato Casagrande (PSB-ES) - SIM

PSDB

Alvaro Dias (PSDB-PR) - NÃO

Arthur Virgílio (PSDB-AM) - NÃO

Cícero Lucena (PSDB-PB) - NÃO

Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - NÃO

Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - NÃO

João Tenório (PSDB-AL) - NÃO

Lúcia Vânia (PSDB-GO) - NÃO

Marconi Perillo (PSDB-GO) - NÃO

Mário Couto (PSDB-PA) - NÃO

Marisa Serrano (PSDB-MS) - NÃO

Papaléo Paes (PSDB-AP) - NÃO

Sérgio Guerra (PSDB-PE) - NÃO

Tasso Jereissati (PSDB-CE) - NÃO

PSOL

José Nery (PSOL-PA) - NÃO

PT

Aloizio Mercadante (PT-SP) - SIM

Augusto Botelho (PT-RR) - SIM

Delcídio Amaral (PT-MS) - SIM

Eduardo Suplicy (PT-SP) - SIM

Fátima Cleide (PT-RO) - SIM

Flávio Arns (PT-PR) - SIM

Ideli Salvatti (PT-SC) - SIM

João Pedro (PT-AM) - SIM

Paulo Paim (PT-RS) - SIM

Serys Slhessarenko (PT-MT) - SIM

Sibá Machado (PT-AC) - SIM

Tião Viana (PT-AC) - SIM

PTB

Epitácio Cafeteira (PTB-MA) - SIM

Gim Argello (PTB-DF) - SIM

João Vicente Claudino (PTB-PI) - SIM

Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) - não estava presente à sessão;

Romeu Tuma (PTB-SP) - NÃO

Sérgio Zambiasi (PTB-RS) - SIM


O senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu que a sessão fosse interrompida, quando já se passava das 0 h desta quinta. Ele foi criticado por Virgilio, e em seguida houve um debate sobre a interrupção, que acabou não dando certo.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Acontecimento

Aqui estou eu, chorando como uma criança
Que viu que não era verdade
Seu sonho e sua esperança
A chuva bate-me
Em meu rosto sopra o vento
Vão se desfazendo em desgosto
As formas do seu pensamento
Chorei toda a noite
Enquanto perpassa o tumulto nos ares
Para não me veres em pranto
Nem saberes
Nem perguntares
O que foi feito do seu sorriso?
Que era tão belo e tão perfeito
E o meu pobre olhar indeciso?
Não te repeti?
O que foi feito?

domingo, 9 de dezembro de 2007

55 era bom, 72 é bom de mais...


Foi publicada pelo IBGE a nova estatística de mortalidade da população, mostrando que o Brasil envelheceu, embora, lamentavelmente tenha ficado mais violento. Esse envelhecimento é uma característica das nações desenvolvidas, onde as pessoas estão vivendo mais e com melhor qualidade.

Em 1960, a esperança de vida era de 55 anos. Hoje é de 72, o que nos faz pensar que o país melhorou no que diz respeito à prevenção e tratamento de doenças. No entanto, é lamentável saber que a violência cresceu 100 %. Em 2005, 12,5% do total de óbitos foram devidos a homicídios, suicídios e acidentes de trânsito. Essa, é pois, a marca do anti-desenvolvimento.

Desarranjos familiares, falta de emprego, baixa renda, habitação precária, educação de má qualidade são as causas mais comuns. Não podemos esquecer álcool e droga que são elementos de muita importância para o provlema. A solução? Sou de um tempo em que instituições como família, escola, igrejas tinham um papel bem diferente do que têm hoje, e isso não faz muito tempo. Vários municípios estão proibindo o funcionamento dos bares nas madrugadas, mas é possível encontrar sim álcool em todos ou na maioria deles.

Isso talvêz seja uma mera medida no combate à criminalidade e à violência urbana. Mas que tal fazer a nossa parte?

O que ele diz?

Na era da Internet, da revolução tecnocientífica, muitas pessoas perderam a sensibilidade. Sensibilidade de olhar o quanto é belo o céu estrelado, a lua quando em sua fase cheia, ou mesmo de verem uma pétala de rosa no chão, e imaginar: Se essa pétala é tão linda, o quando não seria bela, a rosa inteira!No meio desse caos que é a vida da maioria dos brasileiros, eis uma questão bem comum no cotidiano: Quando você ouve o seu despertador tocar, logo o seu cérebro ativa o que vou chamar aqui de "impulso anti-soneca" e você bem que tenta colocar mais uns dez minutos, depois mais dez, e quando chega a hora que ele (cérebro) dispara o seu alarme próprio, você se da conta de que é impossível adiar aquele momento. Você geralmente toma seu banho, escova os dentes, toma seu café da manhã, sem mesmo perceber. Já faz tudo automaticamente. E talvez com toda sua pressa ainda não tenha observado na rua, as muitas situações que acontecem que poderiam ser o ponto de partida para uma reflexão sobre a vida.Num dia como outro qualquer, depois de fazer tudo isso que foi dito anteriormente, eu estava indo para a faculdade, e lá estava um senhor, que tinha barbas bem longas, e aparentava ter uma idade já bem avançada. Sentado sobre uma caixa de madeira, ele batia com seu cajado no chão o tempo todo. Nada o cansava. Para todos que passavam na rua ele falava alguma coisa, algo que da distância em que eu me encontrava, não dava para ouvir direito. Mas falava.No outro dia a mesma situação se repetia. Passou-se quase um ano, e tive curiosidade de saber o que tanto ele falava. Confesso que cheguei a pensar que ele pedia esmolas. Porém, quando tomei a iniciativa de passar bem perto para saber, vi que estava errado. Sabe-se lá a quanto tempo ele repetia aquele gesto. Nada mais fazia do que saúdar a todos os que ali passavam, com palavras bonitas, de otimismo, de evangelização. Muitos desviavam o caminho pensando que ele iria pedir-lhes uma esmola. Resolvi chegar mais perto, ousei perguntar porque ele fazia aquilo. Ele foi catégorico em responder, "Eu mim sinto bem fazeno isso, num tenho nada pra mode fazer in casa, venho aqui pregá uma palavra pras pessoa melhora o dia".Quantas vezes nos sobra tempo e nós nos apropriamos dele. de forma egoísta? sim! Aliás, temos medo de desconhecidos. Há quem diga que se for abordado por outra pessoa, mesmo que com uma mensagem legal, fugiria, pois tinha medo de ser assaltado. Nos acostumamos a estar cada vez mais preocupado conosco que com o nosso proximo. Não foi o caso daquele senhor, que mesmo com todos os problemas da sua idade, não desistiu até hoje. Continua ajudando pessoas e mais pessoas. Mostrando que nem tudo está perdido. Que podemos transformar os dias mais cinzentos em manhãs de setembro.