Para umas pessoas um mês comum, já para outras, o mês de agosto trás uma atmosfera carregada de coisas ruins. Será um mito? Em Agosto de 1997 Um avião russo Tupolev-154 bateu em uma montanha gelada na ilha de Spitzbergen, ao norte da Noruega, matando as 143 pessoas que estavam a bordo. Por coincidência, quase um ano depois, em Agosto de 1998, pelo menos 82 pessoas morrem após um Tupolev-154 da empresa Cubana de Aviación sair da pista do aeroporto de Quito (Equador). Exatamente uma aeronave do mesmo modelo. Em 24 de agosto de 1954, o Brasil perde Getulio Vargas. No Japão, agosto de 2007 chega com algumas manchetes do tipo: Catorze mortos no primeiro domingo de agosto Com a chegada do verão, aumentam os acidentes aquáticos e relacionados às diversões. Com Lady Di não foi diferente. Em – agosto 1997 ela sofre um trágico acidente automobilístico. O Kursk naufragou em agosto do ano passado causando a morte de todos os 118 tripulantes. É... O mês de agosto parece ser mesmo “carregado”. A astróloga Inah Pinheiro enfatiza que a Astrologia Cabalística considera agosto um mês desfavorecido e um dos três meses mais negativos do ano. Ela explana que agosto é o mês do Leão e, é regido na sua maior parte pelo Sol, a maior fonte de energia do universo. “É um mês em que a energia é bem mais forte e está mais disponível”. Inah foi categórica ao dizer que quanto mais positiva a energia, mais forte é a negatividade, explica. O senso comum tem influenciado o comportamento de muitas pessoas, há quem não saia de casa em uma sexta feira treze, se esta chegar no mês de agosto. A ideia de que o mês de agosto é o mês do desgosto data de muitas luas. Esse costume de associar o mês de agosto a coisas ruins, ao mês do “cachorro louco”. Os romanos já não gostavam muito de agosto, temiam um dragão que aparecia nos céus durante este mês, Hoje é fácil perceber que o tão implacável monstro não passava na realidade da constelação de Leão, que surge durante o mês de agosto no hemisfério Norte. Na Argentina, em agosto, mês de frio e ventanias, as almas do outro mundo costumam aparecer pedindo missas, velas e rezas. Talvez essas idéias ruins atribuídas ao mês, jamais acabem, mesmo que com todo avanço da ciência, afinal, vai ter sempre um acidente acontecendo em agosto, assim como em setembro.
Márcio Araújo
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Eu e mais nada
Tenho visto com o passar do tempo que as pessoas estão vivendo cada vez mais em seu próprio mundo. Hoje se nota mais isso do que se notava há 5 anos. A família já não é mais a mesma nos nossos dias, e, pouco importa se estiver ou não reunida na mesa para se servir o jantar. Quem sente mais essa diferença, são as mães, principalmente quando notam que suas filhas têm mais diálogo no MSN que com elas. Os papais se esforçam para aprender os games que a criançada adora, assim, eles conseguem melhorar o diálogo com seus guris, porém, é bem provável que daqui a 10 anos, nada se pense mais, nem se possa fazer para amenizar esse impacto que a industria cultural causou, causa e causará na sociedade.
A cada dia que se passa, novas estratégias são lançadas para prender a atenção das pessoas, e a relação homem-máquina, só tende a tornar-se cada e cada vez mais intensa. Para Lúcia Santaella, a maior autoridade em semiótica do Brasil (ciência que estuda toda e qualquer tipo de linguagem), “Se antes a tecnologia ajudaria o homem para atingir seus objetivos, agora ela faz parte do homem, não só como extensões do corpo, mas como partes instrínsecas. Não é preciso esperar pelo ciborgue de carne misturada com chips. O que seria de você sem seu celular,seu computador, sua câmera digital?”
Quem não está ligado em tanta tecnologia, na maioria das veses é excluído de forma cruel de determinados grupos, o sentir, não tem mais valor algum, uma pessoa que não se faz ideia de quem seja, a milhas e milhas distante, muitas veses recebe mais confiança do que uma pessoa que educou e compartilhou experiências. Não adianta fingir que tudo é normal. É preciso sim, olhar com mais cautela para esses problemas da nossa sociedade, afinal, é assim que conseguimos nos situar dentro desse filme.
A cada dia que se passa, novas estratégias são lançadas para prender a atenção das pessoas, e a relação homem-máquina, só tende a tornar-se cada e cada vez mais intensa. Para Lúcia Santaella, a maior autoridade em semiótica do Brasil (ciência que estuda toda e qualquer tipo de linguagem), “Se antes a tecnologia ajudaria o homem para atingir seus objetivos, agora ela faz parte do homem, não só como extensões do corpo, mas como partes instrínsecas. Não é preciso esperar pelo ciborgue de carne misturada com chips. O que seria de você sem seu celular,seu computador, sua câmera digital?”
Quem não está ligado em tanta tecnologia, na maioria das veses é excluído de forma cruel de determinados grupos, o sentir, não tem mais valor algum, uma pessoa que não se faz ideia de quem seja, a milhas e milhas distante, muitas veses recebe mais confiança do que uma pessoa que educou e compartilhou experiências. Não adianta fingir que tudo é normal. É preciso sim, olhar com mais cautela para esses problemas da nossa sociedade, afinal, é assim que conseguimos nos situar dentro desse filme.
Márcio Araújo
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
MEDO
No início houve medo,
No medo, incerteza desilusão e quietude
E fez-se medo o que já não era, vestindo-se
de angústia e de revolta.
A revolta se transformou em pranto,
e o pranto se fez em dor,
levando para o esquecimento,
o que entes sempre era lembrado.
No tumulto, houve anseio, no meio dele, o caos
No caos esperança, na esperança, medo.
Sem som fez-se a voz, e,
No silêncio, viu-se o infinito
E nele, a esperança de que o inverno
se transformasse, em outono, em primavera, em verão!
Enquanto a primavera não chegava, fez-se outono
E nele, o frio. No frio, saudade,
Na saudade, medo, e no medo novamente, a certeza
De que os dias não eram mais como antes.
E tudo se fez voz, a voz era do coração,
em volta dele a primavera, nela o amor.
Márcio Araújo
No medo, incerteza desilusão e quietude
E fez-se medo o que já não era, vestindo-se
de angústia e de revolta.
A revolta se transformou em pranto,
e o pranto se fez em dor,
levando para o esquecimento,
o que entes sempre era lembrado.
No tumulto, houve anseio, no meio dele, o caos
No caos esperança, na esperança, medo.
Sem som fez-se a voz, e,
No silêncio, viu-se o infinito
E nele, a esperança de que o inverno
se transformasse, em outono, em primavera, em verão!
Enquanto a primavera não chegava, fez-se outono
E nele, o frio. No frio, saudade,
Na saudade, medo, e no medo novamente, a certeza
De que os dias não eram mais como antes.
E tudo se fez voz, a voz era do coração,
em volta dele a primavera, nela o amor.
Márcio Araújo
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