A cada dia que se passa, novas estratégias são lançadas para prender a atenção das pessoas, e a relação homem-máquina, só tende a tornar-se cada e cada vez mais intensa. Para Lúcia Santaella, a maior autoridade em semiótica do Brasil (ciência que estuda toda e qualquer tipo de linguagem), “Se antes a tecnologia ajudaria o homem para atingir seus objetivos, agora ela faz parte do homem, não só como extensões do corpo, mas como partes instrínsecas. Não é preciso esperar pelo ciborgue de carne misturada com chips. O que seria de você sem seu celular,seu computador, sua câmera digital?”
Quem não está ligado em tanta tecnologia, na maioria das veses é excluído de forma cruel de determinados grupos, o sentir, não tem mais valor algum, uma pessoa que não se faz ideia de quem seja, a milhas e milhas distante, muitas veses recebe mais confiança do que uma pessoa que educou e compartilhou experiências. Não adianta fingir que tudo é normal. É preciso sim, olhar com mais cautela para esses problemas da nossa sociedade, afinal, é assim que conseguimos nos situar dentro desse filme.
Márcio Araújo